‘Lá tem um dono’: operador do Banco Master afirmou em áudio que liberação de verbas do Rioprevidência dependia de ‘político que manda de verdade’

Uma gravação obtida pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e revelada nesta sexta-feira (11), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) quebrou o sigilo do processo sobre o Banco Master revela a engrenagem política por trás das aplicações bilionárias do Rioprevidência na instituição.
Em mensagem de áudio, o operador financeiro Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como “Ricardo Gordo”, garantiu que conseguia aprovar tecnicamente limites de até R$ 500 milhões no órgão estadual, mas condicionou o avanço dos valores a um aval superior.
“Tecnicamente eu garanto a você que eu consigo deixar aprovado R$ 500 milhões. Agora, o presidente só vai fazer o volume que o operador político determinar […], que é quem manda lá de verdade”, afirmou Siqueira.
Em outro trecho transcrito pela Federal, o operador cravou: “Lá tem um dono e esse dono precisa autorizar os caras internamente”.
No dia da nomeação do diretor de Investimentos do Rioprevidência, o Master consegue o credenciamento
A investigação aponta que, no mesmo período das tratativas, diretores do Rioprevidência foram nomeados pelo governo do estado e flexibilizaram regras de controle e compliance.
Em 4 de outubro de 2023, no mesmo dia em que a nomeação do diretor de Investimentos, Euchério Lerner, foi publicada no Diário Oficial, o Banco Master deu entrada no pedido formal de credenciamento na autarquia.
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