STF diz que reiteração de encontros de Castro com dono do Master ‘afasta hipótese de coincidência’ com aportes do Rioprevidência e Cedae

Ao fundamentar a decisão que autorizou mandados de busca e apreensão em endereços do ex-governador Cláudio Castro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou que o conjunto de provas colhido pela Polícia Federal “afasta a hipótese de coincidência temporal” entre encontros privados e aplicações bilionárias do estado no Banco Master.
A avaliação está no conjunto de documentos tornado público por Mendonça nesta sexta-feira (11).
Na decisão, o ministro registrou que os indícios apontam que Castro mantinha relação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro e teria exercido papel “politicamente relevante” para viabilizar o fluxo de investimentos de órgãos estatais (Rioprevidência e Cedae) no Banco Master.
O magistrado ressaltou que a apuração combina a troca repentina da direção do Rioprevidência, a supressão de etapas de análise de risco e a realização de eventos no exterior custeados pelo banqueiro, reforçando a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
PGR diz haver indícios de ‘coautoria’, citando Castro e o dono do Master
No mesmo processo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com as medidas cautelares e mencionou haver elementos indicativos de “coautoria” na hipótese investigativa trazida pela PF.
A defesa do governador nega irregularidades e sustentou ao STF que seus contatos tinham caráter institucional ou social, sem qualquer contrapartida ou ingerência nas decisões técnicas do fundo de previdência.
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