Marco Antônio Cabral defende retomada das UPPs após mortes em operações no Rio
Pré-candidato afirma que estado precisa voltar a ocupar territórios dominados pelo crime organizado e cobra plano de segurança dos futuros governantes
Foto: Reprodução O advogado e pré-candidato a deputado estadual Marco Antônio Cabral voltou a defender a retomada da política de ocupação territorial das comunidades do Rio de Janeiro, inspirada no modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Marco relacionou a discussão à recente onda de violência registrada no estado, citando a morte de uma criança na Pavuna e o caso de um policial militar baleado durante uma operação policial.
“A gente viu hoje o policial baleado tendo que ser resgatado numa incursão”, afirmou.
Segundo ele, a situação atual demonstra a necessidade de um debate mais profundo sobre segurança pública durante o processo eleitoral deste ano.
Marco defendeu que os candidatos ao Governo do Estado apresentem propostas concretas para enfrentar a expansão territorial das facções criminosas e recuperar áreas sob influência do tráfico.
“O governador que ganhar as eleições tem que apresentar à população um plano de reocupação territorial do Rio”, declarou.
Ao lembrar o período em que Sérgio Cabral governou o estado, o pré-candidato destacou a implantação das UPPs em dezenas de comunidades e afirmou que a política trouxe impactos positivos para moradores das favelas e dos bairros vizinhos.
“Eu vivi um Rio de Janeiro que retomou 38 favelas”, disse.
Na avaliação de Marco Antônio Cabral, a presença permanente das forças de segurança dentro das comunidades permitiu ampliar a sensação de segurança e garantir o direito de circulação da população.
Ele argumenta que o modelo contribuiu para devolver áreas que antes eram controladas pelo crime organizado, beneficiando diretamente trabalhadores, estudantes e famílias residentes nessas regiões.
“O Rio de Janeiro viveu isso entre 2008 e 2014”, afirmou.
Marco também criticou os governos posteriores, alegando que o projeto de pacificação perdeu prioridade ao longo dos anos.
“Infelizmente quem veio depois sucateou o projeto da pacificação”, declarou.
Ao final da manifestação, o pré-candidato reforçou que pretende defender a pauta da ocupação territorial como uma de suas principais bandeiras políticas.
“Volta a UPP, volta a ocupação territorial para ontem”, concluiu.
A fala ocorre em meio ao aumento das discussões sobre segurança pública no Rio de Janeiro, tema que promete ocupar espaço central no debate político e eleitoral nos próximos meses.



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