• Rio de Janeiro, 02/06/2026
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Representantes do Master participaram de reunião na sede da Cedae antes do investimento de R$ 200 milhões

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Representantes do Master participaram de reunião na sede da Cedae antes do investimento de R$ 200 milhões

Sede da Cedae

Uma investigação interna aberta pela própria Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) revela que a sede da estatal foi usada para realizar uma reunião entre representantes da companhia e do Banco Master. O encontro aconteceu em maio de 2023, antes de a Cedae aplicar R$ 222 milhões na instituição financeira de Daniel Vorcaro.





O diretor administrativo-financeiro da Cedae, Antônio Carlos dos Santos, é apontado como o anfitrião desse primeiro encontro. Um mês após a reunião no Rio, ele viajou a São Paulo para um novo encontro na sede do Banco Master com Maurício Quadrado, sócio de Vorcaro.





Segundo a comissão de ética da companhia, a diretoria financeira ignorou o “histórico desabonador” de Quadrado em órgãos de controle e o fato de que o Master, até então, não tinha a classificação de risco necessária para receber recursos da estatal.





Ceade mudou política de aplicações para investir no Master





Para viabilizar os repasses, o conselho de administração da Cedae aprovou uma nova política de aplicações financeiras em setembro de 2023. O documento tinha o objetivo oficial de diversificar a carteira de investimentos, o que incluiu o Banco Master no rol de instituições aptas.





Apenas 20 dias após a mudança estatutária, a Cedae realizou um aporte de R$ 200 milhões na instituição de Vorcaro. Ao todo, a companhia injetou cerca de R$ 237 milhões no banco.





A nova gestão da Cedae concluiu que a alteração nas regras internas ocorreu especificamente para permitir o investimento no Master. De acordo com o relatório, o procedimento adotado foi semelhante ao registrado no Rioprevidência, o que sugere uma articulação do governo do estado nos aportes. A PF investiga essa suspeita.





Companhia entrou na fila de credores do Master após liquidação





A Cedae chegou a tentar recuperar os valores em setembro de 2025, pouco antes de o Banco Central determinar a liquidação do Master. Apesar da orientação da equipe técnica para o saque total do dinheiro devido ao risco de quebra, a diretoria financeira optou por uma retirada em parcelas. Após a liquidação, os pagamentos foram suspensos e a Cedae entrou na fila de credores.





Antônio Carlos nega que tenha participado de qualquer irregularidade e disse que o conselho da companhia acompanhou todo o processo que culminou nos investimentos. A nova gestão da Cedae disse que exonerou todos os envolvidos nos aportes e disse que está apurando as responsabilidades.





Com informações da BandnewsFM.


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