• Rio de Janeiro, 25/06/2026
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Reconfiguração das comissões da Alerj reduz presença do PSOL em colegiados estratégicos

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Reconfiguração das comissões da Alerj reduz presença do PSOL em colegiados estratégicos

A reconfiguração das comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) continua provocando desdobramentos políticos. Após perder a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, a deputada Dani Monteiro (PSOL) também deixou de integrar o colegiado, segundo publicação em edição extraordinária do Diário Oficial desta quarta-feira (24).





A substituição foi oficializada em ato que designou o deputado Yuri Moura (PSOL) como novo membro titular da comissão. A mudança ocorre após reorganização das comissões da Casa, promovida com base na nova proporcionalidade resultante da janela de migração partidária.





Dani havia perdido o comando da Comissão de Direitos Humanos para uma nova composição formada majoritariamente por parlamentares de direita. O deputado Alexandre Knoploch (PL) é apontado como futuro presidente do colegiado, mas a eleição ainda não foi formalizada.





Segundo informações apuradas pelo Tempo Real, a permanência de Dani Monteiro como integrante da comissão teria criado um impasse para a realização da eleição da nova presidência, já que caberia à então presidente convocar a reunião para a escolha do sucessor. Com a substituição por Yuri Moura, o caminho fica livre para a formalização do novo comando.





A deputada reagiu às mudanças lançando um abaixo-assinado virtual em defesa da Comissão de Direitos Humanos. Na campanha, Dani afirma que o colegiado construiu ao longo de décadas uma atuação voltada ao acolhimento de vítimas de violações e à defesa da cidadania, e manifestou preocupação com a continuidade de denúncias e casos acompanhados pela comissão.





As alterações também atingiram outros espaços tradicionalmente ocupados pelo PSOL na Casa. A deputada Renata Souza deixou a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que passou a ser comandada pela deputada Sarah Poncio (Solidariedade), tendo a deputada Zeidan (PT) como vice-presidente.





A mudança ocorreu em meio a uma nova polêmica envolvendo as duas parlamentares. O líder do PL na Alerj, deputado Filippe Poubel, protocolou representação no Conselho de Ética contra Renata Souza por uma declaração feita durante sessão plenária envolvendo Sarah Poncio. O parlamentar acusa a deputada de ter cometido violência política de gênero.





Renata rebateu a acusação e afirmou que também foi alvo de violência política durante a discussão.





Segundo a deputada, a representação seria uma tentativa de limitar sua atuação parlamentar. Ela afirmou ainda que pediu desculpas caso suas palavras tenham atingido outras mulheres.





As mudanças fazem parte de uma ampla redistribuição dos espaços de poder na Assembleia após o PL se consolidar como a maior bancada da Casa. O partido argumenta que a reformulação segue critérios de proporcionalidade previstos no Regimento Interno, enquanto parlamentares do PSOL contestam a medida e estudam medidas judiciais para questionar as alterações.


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