Aurílio Nascimento
Mulheres cada vez mais humilhadas, e acuadas.
Aurílio Nascimento é policial civilNos últimos dias um episódio divulgado nos jornais e redes sociais ganhou destaque. Um transexual, adentrou o banheiro feminino de um shopping, e diante da reclamação de invasão da atriz Cássia Kis, o transexual criou um escândalo, gravou tudo e divulgou. Em vídeos posteriores, fez cara de choro, afirmou está extremamente abalado (a) sem condições de trabalhar, tudo porque Cássia Kis, reclamou de sua presença, por ser um homem biológico dentro do banheiro exclusivamente feminino.
Não foi o único episódio. Talvez este ganhou mais visibilidade por envolver uma atriz famosa, uma senhora, idosa, com mais de sessenta anos, a qual nunca esteve envolvida em polêmicas, pelo contrário, encantou o país com suas primorosas atuações em novelas de sucesso. O fato de ser uma senhora idosa, protegida pelo Estatuto do Idoso, não fio considerado pela imprensa. Quase sem exceção, todos destacaram e carregaram nas tintas, a acusação de “transfobia”.
Se por honestidade qualquer pessoa se dispor a fazer uma análise morfológica da palavra “transfobia” terá uma dificuldade imensa. O prefixo trans significa “para além de”, mudança de lado, e deriva do francês “travesti, que significa disfarçado.
Já fobia é uma perturbação irracional, causa ansiedade, pênico, e de acordo com o nível, impede uma vida normal, sendo necessário tratamento médico. As fobias são listadas no CID cadastro internacional de doenças. Em maior ou menor grau a maioria das pessoas possuem algum tipo de fobia, como a claustrofobia, medo de lugares fechados, como elevadores, acrofobia, medo de altura, a lista é imensa.
Como se observa pela análise da palavra, o termo “transfobia” não faz nenhum sentido. A reclamação da atriz Cássia Kis foi contra a invasão de sua privacidade e das demais mulheres que ali se encontravam, contra a falta de respeito de ter presente em um mesmo ambiente intimo um homem biológico.
Mulher é o ser mais sagrado que Deus criou. São elas que nos dão a vida, carregam no ventre por nove meses um novo ser. São complicadas? Sim, mas são adoráveis, necessárias. Se dependesse de mim, todas as ruas da cidade teriam nomes femininos, todas as praças teriam uma estátua de uma mulher. Nossa moeda não teria estampa de animais, mas sim de mulheres. Nunca vi um lobo guará, nem uma onça pintada, nem mico leão dourado, e nem baleia. Gostaria de ver em nossa moeda, a estampa de Cora Coralina, Anita Garibaldi, Clarisse Lispector, e tantas outras mulheres.
Precisamos lutar e com muito esforço para libertar as mulheres deste movimento perverso, que tenta de todas as formas humilhar e tomar os espaços femininos, rebater com veemência a militância jornalística, alinhada ao movimento esquerdista, o qual após a queda do muro de Berlim, sentiu-se órfã de suas ideias nefastas, e agora busca desesperadamente criar pautas absurdas.
Os transexuais merecem todo o nosso respeito por suas escolhas, não cabe a ninguém condenar, porém não devem eles ou elas invadir e humilhar o sagrado espaço das mulheres biológicas.



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