• Rio de Janeiro, 15/04/2026
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Aurílio Nascimento

Um garoto de 14 anos merece morrer?

Aurílio Nascimento
Um garoto de 14 anos merece morrer?

Durante um debate uma vereadora do Psol, questiona seu debatedor, em relação a morte de adolescentes em comunidades, os quais armados de fuzis, enfrentaram a polícia durante operação, com esta pergunta: você acha que um garoto de 14 anos deve morrer?

 Infelizmente o debatedor era fraco em seus argumentos. A resposta correta seria: ninguém deve morrer antes do momento determinado pelo Criador, seguindo a ordem natural da vida. Nem o garoto de 14 anos, nem ele policial, e nem seus colegas policiais.

Perdeu o debatedor uma grande oportunidade de explicar para a fundamentalista radical, como deve funcionar a sociedade. Para que a sociedade funcione minimamente, foram criados sistemas, independentes e as vezes interligados. Existe assim, o sistema de justiça, que aplicam as leis criadas pelos legisladores. Tal sistema, justiça, necessita de um outro sistema que o fornece apoio, as polícias. Por quê? Porque lei que estabelece controle e limites sobre a vida em sociedade é apenas tinta no papel. Se alguém descumpre as normas estabelecidas, é processada, julgada e condenada, recebe uma pena, uma simples folha de papel assinada por um juiz, é apenas isto: tinta no papel. A ordem legal não ganha vida e sai voando para capturar o condenado. São as policias que executam esta ordem. Sentença condenatória sem alguém que disposto a cumprir é igual a papel de pão, não serve para absolutamente nada. De que adianta a justiça determinar a prisão de um irresponsável que não paga pensão alimentícia se não há ninguém para cumprir? De que adianta a justiça determinar a reintegração de posse se não houver polícia? Nada.

Dito isto para a vereadora do Psol, o debater deveria concluir que para a sociedade funcionar minimamente, tais condições legais foram estabelecidas. Continuando a resposta:   como policial fui juntamente com meus colegas, a favela, cumprir uma ordem legal. Levei um fuzil que foi comprado pelo estado, com munição também comprada pelo estado. Sei utilizar o fuzil, porque o estado pagou o meu treinamento, e mais, tenho experiência. Se chegamos na favela, e lá encontro um garoto de 14 anos com um fuzil de alta potência, cujo um único disparo pode cortar um trilho de trem ao meio, e ele tentar impedir o cumprimento da ordem legal, tenta me matar e aos meus colegas, ele vai levar desvantagem, e a única opção minha e de meus colegas e revidar, e não é revidar com diálogo, nem mesmo com ações mínimas. Vamos revidar de preferência arrancando a cabeça dele com um disparo certeiro.

Lamento, mas não posso e nem meus colegas agir diferente.   Quero voltar para casa, para minha família, pois amanhã haverá outra missão, outra ordem legal para cumprir.

Se o garoto de 14 anos está na favela de posse de um fuzil, isto não é problema da polícia, é problema de vocês esquerdistas, que diariamente quase estouram suas cordas vocais em defesa de criminosos, com alegação falaciosa de que o garoto de 14 anos chegou aquele ponto porque não teve oportunidade na vida. Ora, por que em vez de ficar condenado à polícia que não tem a reponsabilidade de criar e executar políticas de inserção social, vocês não o fazem?

Então vereadora, deixe de lado argumentos falaciosos, tire o seu traseiro da cadeira, e vá à favela, criar condições para que o garoto de 14 anos não porte um fuzil, e nem tenta matar policiais pais de família, e que cumprem apenas a lei, pois não fosse assim, a senhora estaria trancada dentro casa.



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