Aurílio Nascimento
Praga que não se combate, se alastra.
Esta semana o jornal o Extra publicou matéria onde aponta a existência de uma verdadeira guerra, ocorrendo nas areias da praia de Copacabana, onde facções criminosas disputam o controle territorial de toda orla, para a venda de drogas, prioridade para o cometimento de outros crimes, como golpes contra turistas.
Grupos de marginais “patrulham” as áreas estabelecidas, buscando invasores. Armados de paus e pedras, abordam aqueles que desconfiam, fazem interrogatórios, examinam celulares, e caso concluam que o abordado é um invasor, o espancam em plena luz do dia, gerando pânico nos banhistas.
Donos de barracas entrevistados confirmaram os fatos, e mostram apreensão com o futuro próximo, quando os marginais evoluírem para a extorsão, e o controle da venda de produtos, obrigando os barraqueiros a adquirirem apenas os produtos determinados pelos criminosos.
Esse não é um cenário distante, basta olharmos para o que acontece em outras regiões da cidade, fora de favelas, que hoje se encontram em ferrenha disputa entre facções e grupos de milicianos.
A letargia governamental, a leniência das leis penais, a verborragia da esquerda, as decisões piegas da justiça, beneficiando marginais, logo fará com que os grupos que hoje dominam a orla de Copacabana, logo decidam atravessar o calçadão, adentro ao bairro, e impondo o terror.
Vamos olhar para o Ceará, onde facções criminosas determinaram a expulsão de todos os moradores. Tais cidades não mais existem. A única providência que o governo tomou foi enviar viaturas da Polícia Militar, para escoltar a mudança de quem nasceu, cresceu e vivia naquelas cidades. Não se tem notícia de nenhum marginal preso. Se nestes lugares as pessoas de bem, trabalhadoras, resolvessem se armar e enfrentar os bandidos, todos teriam sido identificados, processados e estariam presos.
A sociedade não pode ficar à espera de soluções governamentais e muito menos de um governo que faz vista grossa ao crime, minimiza as ações de traficantes. A primeira ação está próxima, são as eleições. Políticos e partidos que defendem a marginalidade não merecem fazer parte da administração do país.



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