Sérgio Cabral
Intervalo Necessário
As federações e confederações esportivas têm sido objeto, em alguns casos, de grandes polêmicas. Como no caso recente que envolveu o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e sua absurda proposta de vender parte da FIFA para investidores privados. Proposta natimorta e que, provavelmente, levará à sua destituição do cargo.
Mas as entidades são vitais para a organização de cada modalidade esportiva. Entre tantas atribuições fundamentais, a organização do calendário de eventos, criação de regras e pela busca de seu aperfeiçoamento.
É o caso do pequeno intervalo de três minutos, em cada tempo das partidas, implementado pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026. A Commebol já adotou os intervalos para os jogos da Libertadores e da Sul-americana.
O Brasileirão ainda não. O campeonato já está no returno. O país é gigantesco e os jogadores têm que se submeter, muitas vezes, a viagens longas, com esperas nos aeroportos e uma série de imprevistos. Além de muitos clubes estarem disputando, simultaneamente, dois, três torneios. É o caso do meu Vasco da Gama, que luta para não cair no Brasileirão, tem agora a segunda partida das oitavas de final da Sul-americana, e as quartas de final da Copa do Brasil.
Entraremos num período mais seco, menos umidade. Portanto, sugiro aos dirigentes da CBF que adotem, imediatamente, o intervalo em cada tempo do jogo. É uma decisão de respeito aos jogadores e aos espectadores. O jogador se hidrata, recupera fôlego e o treinador tem a oportunidade de ajustar a equipe. E o público no estádio e, em suas casas, assistirá a jogos de melhor qualidade, pois a tendência é o atleta ter melhor performance e menos cansaço e desgaste.
Todas as modalidades esportivas coletivas têm intervalos durante suas partidas. O Brasileirão não pode ficar para trás.
O VAR, quando implantado, houve quem dissesse que tiraria o romantismo do jogo, que a paralisação para a checagem do lance prejudicaria o espetáculo. O VAR é a busca pela garantia da verdade do lance para os milhões que assistem aos jogos pela tv, streaming ou nos estádios. Antes, os telespectadores no replay viam erros flagrantes da arbitragem e nada se fazia em campo. Como no caso do pequeno intervalo, há os que acham que é “armação” dos veículos de comunicação para faturar nesses pequenos intervalos. Há os que acham que o jogo perde o ritmo. Tudo bobagem. Vai jogar futebol num campo oficial, com 45 minutos seguidos em cada tempo, e partidas com ritmo acelerado.
Já passou da hora da CBF adotar a novidade.
Sérgio Cabral



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