Witzel desiste da disputa e declara apoio a Garotinho; aliança une dois ex-governadores com histórico de investigações e processos
A corrida pelo Palácio Guanabara ganhou um novo capítulo neste sábado (1º). O ex-governador Wilson Witzel (Democrata) anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e declarou apoio à candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos).
Segundo Witzel, a decisão busca evitar a fragmentação de candidaturas no campo da direita e aumentar as chances de a aliança chegar ao segundo turno contra o candidato que lidera as pesquisas, Eduardo Paes (PSD).
A união, porém, chama atenção por reunir dois ex-governadores que tiveram suas trajetórias marcadas por investigações e processos judiciais.
Garotinho foi preso em diferentes operações ao longo dos últimos anos e respondeu a ações eleitorais e penais. Parte desses processos acabou sendo anulada pela Justiça, incluindo a condenação relacionada à Operação Chequinho, após decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a validade das provas utilizadas.
Já Witzel sofreu impeachment em 2021, após ser afastado do governo durante investigações sobre supostos desvios na área da saúde. Atualmente, ainda responde a ações penais que tramitam no Superior Tribunal de Justiça, embora os processos não tenham sido concluídos.
Ao justificar a aliança, Witzel afirmou que ambos compartilham uma trajetória de “injustiças” e destacou que as decisões judiciais envolvendo Garotinho foram revertidas. O ex-governador também descartou disputar o cargo de vice, mas afirmou que seu partido poderá indicar o nome para compor a chapa.
Com o apoio de Witzel, Garotinho tenta compensar a perda do Democracia Cristã (DC), que havia sido anunciado como aliado, mas posteriormente decidiu integrar a coligação de Eduardo Paes.
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