Couto onipresente: em reunião no Ministério da Fazenda, em Brasília, governo do estado discute reestruturação de R$ 26 bilhões em dívidas com instituições financeiras

Se a agenda de Ricardo Couto parecia ter pouco espaço para novas frentes, o governador em exercício do Rio tratou de abrir mais uma. Em passagem por Brasília nesta terça-feira (18), ele se reuniu no Ministério da Fazenda para discutir alternativas para reestruturar cerca de R$ 26 bilhões em dívidas do estado com instituições financeiras.
O objetivo é avaliar formatos para o reperfilamento dos débitos, reduzindo os juros e reorganizando as obrigações financeiras do estado.
As negociações fazem parte do esforço para colocar as contas em ordem e e avançam em paralelo às medidas já adotadas no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Enquanto o programa estabelece novas condições para o pagamento da dívida do Rio com a União, as discussões da reunião também envolveram as obrigações mantidas pelo estado junto a instituições financeiras.
Alternativa de renegociação
Do total de R$ 26 bilhões, uma das alternativas é renegociar R$ 6 bilhões com o Banco Mundial.
Durante a reunião, foram discutidos formatos para o reperfilamento desses débitos, com condições mais favoráveis para o estado. As negociações contam com o apoio do Governo Federal e terão continuidade com outras instituições.
Propag: duas parcelas já pagas
Na última segunda-feira (17), o governo do estado depositou a segunda parcela da dívida com a União nas condições estabelecidas pelo Propag. O pagamento foi de R$ 119 milhões, ante os R$ 436 milhões que seriam desembolsados sem a renegociação.
Com a adesão ao programa, o saldo devedor passa a ser corrigido somente pelo IPCA, sem incidência de juros, considerando a opção do Estado pela amortização de 20% da dívida. A estimativa é de uma economia superior a R$ 6 bilhões nas contas estaduais em 2026.
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