• Rio de Janeiro, 19/08/2026
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STF forma maioria, nesta terça, para tornar Bacellar réu por suposto vazamento de operação policial contra TH Joias

mancheterio.com.br
STF forma maioria, nesta terça, para tornar Bacellar réu por suposto vazamento de operação policial contra TH Joias

Com os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que acompanharam o do relator Alexandre de Moraes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira para receber a denúncia contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. O placar agora está em 3 a 0, faltando apenas o voto do ministro Flávio Dino.


A maioria de votos pode tornar, Bacellar e Macário Júdice réus no processo, que apura uma suposta obstrução de investigação envolvendo o ex-deputado estadual TH Joias e outros investigados ligados ao Comando Vermelho. O caso é analisado no plenário virtual da Primeira Turma, cujo prazo para votação termina na próxima sexta-feira.


De acordo com as investigações, Bacellar, teria avisado ao então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, sobre a operação que o prenderia na véspera da ação. Segundo a corporação, o vazamento possibilitou que o parlamentar destruísse provas e deixasse a própria casa horas antes da chegada dos agentes.


Segundo a PF, a intervenção de Bacellar causou obstrução na investigação realizada no âmbito da Operação Zargun. O envolvimento do ex-presidente da Alerj foi descoberto após análise do material apreendido na operação de setembro.


O desembargador Macário Júdice, que à época era relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), é apontado pela Procuradoria Geral da República como peça central do suposto vazamento. Ele é também é acusado de violação de sigilo funcional.


Bacellar foi preso em dezembro em uma operação destinada a combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas. Liberado após o plenário da Alerj votar pela soltura dele, foi preso novamente em março deste ano, após ter o mandato de deputado cassado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE). TH Joias está preso desde setembro de 2025, e Macário Neto, desde dezembro.




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