Cláudio Castro chamava Ricardo Magro, dono da Refit, de ‘amigo’; PF aponta atuação pessoal de ex-governador em favor da refinaria

Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-governador Cláudio Castro (PL) revelam proximidade entre ele e o empresário Ricardo Magro, empresário responsável pela Refit e foragido desde o início do ano.
Em conversas pelo WhatsApp, Castro chamava o empresário de “amigo” e chegou a se colocar à disposição para atuar na regularização fiscal da Refit, que acumula as maiores dívidas fiscais do estado e do país.
As informações constam na decisão da Operação Sem Refino 2, que teve o sigilo retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o inquérito da Polícia Federal, os diálogos indicam que o ex-chefe do Executivo estadual atuou para favorecer interesses do Grupo Refit.
Castro participou de evento de Ricardo Magro nos EUA; Refit pagou a viagem
Em uma das conversas analisadas, Castro declarou a Ricardo Magro: “aqui você tem um amigo”. A afirmação foi feita após o empresário agradecer ao então governador por participar de um evento em Nova York organizado por Magro.
A PF aponta que a viagem foi patrocinada pela Refit e que secretários do governo estadual podem ter participado do encontro com o empresário nos Estados Unidos.

‘Eu toco por aqui’, disse Castro à advogado da Refit
Em outro diálogo obtido pelos investigadores, desta vez com um advogado ligado ao grupo empresarial, Cláudio Castro tratou da regularização fiscal da empresa e afirmou: “Eu toco por aqui”. Para a PF, a frase demonstra atuação pessoal em favor da companhia.
A apuração destaca ainda episódios como a renovação da Licença de Operação da refinaria pela Comissão Estadual de Controle Ambiental, aprovada apesar de votos contrários de órgãos técnicos devido a apontamentos de contaminação ambiental.

A decisão do STF não constitui condenação. A defesa do ex-governador e os citados ainda têm espaço para manifestação sobre o caso na Justiça. A investigação segue sob a supervisão do Supremo.
Castro e Magro foram alvos de buscas durante duas fases da Operação Sem Refino no primeiro semestre. A ação apura um suposto esquema de fraudes fiscais e ocultação de patrimônio envolvendo a Refit. O ex-governador nega as irregularidades.
Com informações do portal “G1”.
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