• Rio de Janeiro, 27/03/2026
  • A +
  • A -

PSD recorre ao STF e defende eleição direta para governo do RJ

mancheterio.com.br
PSD recorre ao STF e defende eleição direta para governo do RJ

O PSD, legenda do prefeito Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que determinou a realização de eleição indireta para o mandato-tampão no governo do Rio de Janeiro. O partido defende que a escolha do novo governador seja feita por voto direto.


Na ação, o PSD também pede que o governador em exercício, Ricardo Couto, seja formalmente comunicado para convocar eleições diretas, sob organização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.


A sigla questiona ainda a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, ocorrida na véspera de seu julgamento no TSE. Segundo o partido, a saída do cargo teria sido uma estratégia para evitar a cassação e alterar o modelo de eleição previsto.


No documento enviado ao STF, o PSD argumenta que houve tentativa de “fraude à lei” e desrespeito à soberania popular, ao retirar da população o direito de escolher diretamente o novo chefe do Executivo estadual.


A crise política se intensificou após a renúncia de Castro, em um cenário sem vice-governador. Isso porque Thiago Pampolha havia deixado o cargo anteriormente para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.


Antes de renunciar, Castro havia sido condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico, com decisão que o tornava inelegível por oito anos. No entanto, como deixou o cargo antes da conclusão do julgamento, a Corte considerou prejudicada a cassação do mandato.


O principal ponto da disputa jurídica é o formato da eleição. A legislação eleitoral prevê voto direto em casos de cassação a mais de seis meses do fim do mandato. Por outro lado, situações de dupla vacância — sem governador e vice — podem permitir eleições indiretas, conforme legislação estadual.


No Rio de Janeiro, uma norma aprovada pela Assembleia Legislativa prevê esse modelo indireto, mas a regra também é questionada no STF em outro processo ainda em análise. Para o PSD, a interpretação atual compromete o princípio democrático ao limitar a participação popular na escolha do novo governador.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.