• Rio de Janeiro, 30/03/2026
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Saúde De Volta Redonda Transforma A Vida De Menino De 9 Anos Após Grave Acidente Automobilístico

boletimrj.com.br
Saúde De Volta Redonda Transforma A Vida De Menino De 9 Anos Após Grave Acidente Automobilístico





Com sonho de ser atleta, Miguel supera limitações, retoma rotina esportiva e volta a ter uma vida normal após tratamento intensivo no Centro Municipal de Reabilitação Física


Desde muito cedo, Miguel, de 9 anos, de Volta Redonda, sempre teve uma rotina marcada por atividades esportivas. Apaixonado por futebol e praticante de taekwondo, ele alimenta um sonho claro: se tornar atleta. Mas esse caminho foi interrompido de forma brusca após um grave acidente automobilístico que mudou completamente sua vida, e a de sua família.


O episódio aconteceu durante um fim de semana comum, que rapidamente se transformou em um cenário de tensão e incerteza. Miguel sofreu múltiplas lesões: fraturou os dois fêmures, teve um corte profundo na cabeça, que exigiu 34 pontos, além de ferimentos na face e na língua. Ele passou por cirurgias e ficou internado, sem conseguir andar ou realizar atividades básicas.


“Ele não conseguia fazer nada do que fazia antes. Era uma criança ativa, que treinava, jogava bola, tinha rotina de atleta. De repente, estava completamente limitado”, relembra a mãe, Clarissa Vieira dos Santos.


Recomeço passo a passo


Foi a partir desse momento que começou uma nova etapa: a reabilitação no Centro Municipal de Reabilitação Física (Cemurf), em Volta Redonda. Encaminhado para o tratamento fisioterapêutico, Miguel chegou ao Cemurf em estado delicado, acamado e com muitas limitações. O atendimento foi iniciado com foco no ganho de mobilidade, força muscular e, principalmente, na recuperação gradual dos movimentos. A fisioterapeuta Gabriela Cristina Coelho de Maia, que iniciou o acompanhamento, lembra do estado inicial do paciente.


“O Miguel chegou totalmente acamado, com muita dor e grande limitação de movimento. Nosso primeiro objetivo foi estimular contrações musculares e iniciar, aos poucos, o ganho de mobilidade e força, respeitando o tempo dele.”, ressaltou a fisioterapeuta.


Ao longo das primeiras sessões, a evolução começou a aparecer. “Trabalhamos bastante a flexão de joelho e quadril para que ele pudesse voltar a sentar, levantar e, posteriormente, andar. Quando ele terminou essa primeira fase, já conseguia caminhar sem andador e apresentava um ganho importante de força muscular”, completa Gabriela.


Na sequência do tratamento, o fisioterapeuta João Emílio Rezende de Carvalho deu continuidade ao processo, focando na retomada das atividades do dia a dia e na recuperação completa dos movimentos.


“Peguei o Miguel em uma fase intermediária, quando ele já tinha evoluído, mas ainda apresentava perda de força e limitação de mobilidade. Como se trata de uma criança, a gente precisou adaptar o tratamento para que fosse eficiente, mas também leve e menos doloroso”, explica.


Segundo ele, a estratégia foi aproximar a reabilitação da rotina da criança. “A gente trabalhou movimentos do dia a dia: andar, correr, abaixar, sentar no chão, brincar. O objetivo era devolver a funcionalidade e permitir que ele voltasse a participar das atividades próprias da idade. Atualmente, Miguel já realiza atividades físicas normalmente. A gente fez testes de salto, de apoio, e ele responde muito bem. Ele brinca, corre e participa normalmente das atividades na escola”, destaca João.


Evolução e conquistas


Ao longo de mais de 60 sessões de fisioterapia, realizadas durante cerca de quatro meses, Miguel evoluiu de forma significativa. No início, pequenas conquistas eram celebradas: dobrar o joelho, sentar-se sozinho, voltar a se alimentar à mesa.


“Eu achei que não ia conseguir voltar a jogar bola nem fazer minhas coisas, mas fui melhorando aos poucos. Hoje eu já consigo brincar e correr de novo”, conta Miguel.


“Nosso maior medo era ele não voltar a andar normalmente. Ver ele hoje, sem nenhuma sequela, é uma vitória enorme para toda a família”, completa o pai de Miguel, Paulo Victor dos Santos Martins Reis.


Estrutura que transforma vidas


O Cemurf é referência em reabilitação na região, com foco principalmente em ortopedia e atendimentos pós-operatórios. O serviço recebe pacientes encaminhados pelas unidades básicas de Saúde (UBSs) e por hospitais, incluindo casos de alta complexidade.


A unidade realiza aproximadamente 12 mil atendimentos mensais, com uma média de 6 mil pacientes acompanhados. Só na área de pós-operatório, são cerca de 250 pacientes por mês.


Com uma equipe formada por 70 fisioterapeutas, o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Os pacientes passam por avaliação inicial e são direcionados para diferentes especialidades, como ortopedia, fisioterapia respiratória, RPG, pilates, acupuntura e osteopatia.


A estrutura inclui equipamentos como esteiras, bicicletas, pesos, além de recursos de eletroterapia e fortalecimento muscular, fundamentais para a recuperação funcional dos pacientes.


Recuperação além do físico


Mais do que tratar lesões, o trabalho desenvolvido no Cemurf também envolve o cuidado emocional dos pacientes e de suas famílias, especialmente em casos como o de Miguel.


“Quando o paciente sofre um acidente, não é só a parte física que é afetada. Existe todo um impacto emocional. Nosso objetivo é acolher e recuperar esse paciente por completo, devolvendo qualidade de vida”, explica a coordenadora de fisioterapia, Luciana Lopes Costa.


No caso do Miguel, esse cuidado fez toda a diferença. Durante o tratamento, a equipe utilizou estratégias lúdicas para tornar o processo mais leve, respeitando o fato de se tratar de uma criança.


De volta aos sonhos


Hoje, Miguel voltou a andar, correr, brincar e, aos poucos, retoma sua rotina esportiva. Já consegue participar das atividades na escola, brincar no recreio e sonhar novamente com o futuro no esporte.


Praticante de taekwondo, ele já conquistou medalhas e segue treinando com dedicação. Segundo a família, o sonho de se tornar atleta continua mais vivo do que nunca. “Foi um divisor de águas. Se não fosse esse suporte, talvez ele tivesse sequelas. Aqui, ele teve tudo o que precisava para recomeçar”, reforçam os pais.


E assim, entre desafios superados e conquistas retomadas, Miguel segue em frente, correndo atrás da bola, dos sonhos e de um futuro no esporte.


Fotos de Cris Oliveira – Secom/PMVR.





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Com informações da fonte

https://voltaredonda.rio.br/saude-de-volta-redonda-transforma-a-vida-de-menino-de-9-anos-apos-grave-acidente-automobilistico/


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