Douglas Ruas diz que discutirá com Ricardo Couto e STF sobre linha sucessória no estado
Eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) disse que comunicará a vitória ao governador interino, Ricardo Couto, e ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o parlamentar, “o diálogo com as outras instituições” servirá para tratar da respeito da linha sucessória no estado. Em conversa com jornalistas após o pleito, Ruas também disse que, se assumir o comando do estado, irá “aproveitar o que já foi feito e aperfeiçoar” as medidas tomadas pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio.
“Nós vamos buscar o diálogo tanto com o governador em exercício, o Ricardo Couto, quanto com o Supremo Tribunal Federal (STF) para entendermos os prazos em que deve acontecer essa decisão e, com muito diálogo, a gente vai chegar à conclusão daquilo que é o melhor. É óbvio que a Constituição Federal e a Constituição Estadual replicam os mesmos moldes, para que o presidente do Poder Legislativo seja o segundo na linha sucessória após o governador”.
Ruas também classificou a situação do estado como “totalmente atípica”. Na ocasião, o deputado também foi questionado se manteria as medidas recentemente anunciadas por Couto, que incluíram a exoneração de aliados e servidores ligados ao ex-governador Cláudio Castro (PL).
“Eu assumindo como governador em exercício, é óbvio que a gente vai aproveitar aquilo que já foi feito, aperfeiçoar aquilo que a gente pode aperfeiçoar, e sem sombra de dúvida. É um grande desafio do Estado do Rio de Janeiro às contas públicas”, disse.
Questionado se Ruas deverá judicializar a vitória para garantir que assuma o governo do estado, o presidente do diretório estadual do PL, Altineu Côrtes, afirmou que acredita que “o presidente Douglas Ruas irá tomar a atitude necessária para que a Constituição seja cumprida”.
No STF, tramitam as ações que avaliam a validade das regras para a eleição para o mandato-tampão aprovadas pela Alerj no início do ano e uma reclamação apresentada pelo PSD que exige que a votação do pleito seja direta. No final do mês passado, o PL também ingressou com um pedido para que o novo presidente eleito da Casa assuma o comando do estado.



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