Marco Antônio Cabral defende legado do pai na segurança pública do Rio
Pré-candidato afirma que gestão Sérgio Cabral promoveu maior projeto de retomada territorial da história do estado
O advogado e pré-candidato a deputado estadual Marco Antônio Cabral voltou a defender publicamente o legado do ex-governador Sérgio Cabral na área da segurança pública do Rio de Janeiro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Marco Antônio afirmou que o estado viveu, durante a gestão do pai, “o maior projeto de segurança pública da história”, destacando a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), investimentos em infraestrutura policial e a retomada de territórios antes dominados pelo tráfico e pela milícia.
Segundo ele, a política de ocupação territorial promovida naquele período devolveu à população o direito de circulação em dezenas de comunidades e reduziu indicadores de violência.
“O nosso governo entregou o maior projeto de segurança pública de retomada de território”, afirmou.
Na publicação, Marco Antônio também destacou investimentos realizados na estrutura das forças de segurança, citando a criação da Cidade da Polícia Civil, do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), do Regime Adicional de Serviço (RAS), além da renovação da frota policial e concursos públicos para as corporações.
Outro ponto enfatizado foi a integração entre segurança pública e políticas sociais nas áreas ocupadas pelas UPPs.
Segundo ele, além da presença policial, o governo levou equipamentos públicos como Bibliotecas Parque, Faetec, escolas estaduais, obras de infraestrutura e centros de juventude para comunidades historicamente afetadas pela violência.
Marco Antônio também criticou o cenário atual da segurança pública no estado e afirmou que houve descontinuidade da política de pacificação após 2019.
“Não dá para comparar a gestão Cabral na área da segurança com nenhuma outra, nem antes e muito menos depois”, declarou.
Durante a fala, ele mencionou ainda episódios simbólicos do período das UPPs, como visitas de lideranças internacionais e artistas a comunidades antes consideradas áreas de alto risco.
“O Complexo do Alemão virou novela das oito. O teleférico funcionava”, disse.
Na avaliação do pré-candidato, o modelo implantado durante a gestão Sérgio Cabral representou uma política pública estruturada de ocupação territorial e presença permanente do Estado em regiões antes dominadas pelo crime organizado.
A publicação reacende o debate sobre os diferentes modelos de segurança pública adotados no Rio de Janeiro nas últimas décadas, especialmente diante do avanço da criminalidade em áreas estratégicas da capital e da Baixada Fluminense.



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