Ex-secretários de Meio Ambiente e Obras serão os primeiros convocados pela CPI da Tragédia de Petrópolis na Alerj
Os ex-secretários estaduais do Ambiente, Bernardo Rossi, e de Obras, Uruan Cintra, serão os primeiros convocados para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Tragédia de Petrópolis, instalada nesta quarta-feira (25), pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O colegiado também aprovou a convocação do ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Renato Jordão Bussiere, e do atual secretário estadual de Obras, Raul Fanzeres, para esclarecer as intervenções realizadas após o desastre climático de fevereiro de 2022.
Criada para apurar os desdobramentos da tragédia, as ações de prevenção, a efetividade da assistência prestada às vítimas e a aplicação dos recursos repassados pela Alerj à Prefeitura de Petrópolis, a CPI terá prazo inicial de 90 dias e buscará autorização da Mesa Diretora para manter os trabalhos durante o recesso parlamentar. As reuniões ocorrerão, preferencialmente, às quintas-feiras.
Presidente da comissão, o deputado Rodrigo Amorim (PL) informou que o plano de trabalho será apresentado na próxima reunião, mas adiantou que a prioridade será ouvir autoridades estaduais responsáveis pelas obras e ações ambientais executadas após a tragédia.
“Vou apresentar um cronograma de trabalhos, mas já antecipo que gostaria de iniciar ouvindo autoridades do Governo do Estado, principalmente aquelas que tiveram atuação nas intervenções realizadas em Petrópolis após a tragédia”, afirmou.
Além das convocações, a CPI aprovou convite à Defensoria Pública do Estado (DP-RJ) e a representantes da Câmara Municipal de Petrópolis, da imprensa local e de entidades da sociedade civil para participarem da próxima reunião.
A comissão será presidida por Rodrigo Amorim. A deputada Sarah Poncio (SDD) foi eleita vice-presidente e o deputado Alexandre Knoploch (PL) será o relator dos trabalhos. Também integram o colegiado os deputados Yuri Moura (Psol), Alan Lopes (PL), Sérgio Fernandes (PSD) e Wellington José (União).
Durante a reunião, Amorim informou que toda a documentação produzida pela comissão especial criada pela Alerj em 2022 para acompanhar os desdobramentos da tragédia será incorporada às investigações. O material reúne relatórios, diligências, registros fotográficos, documentos sobre pagamentos realizados pela Prefeitura de Petrópolis e informações sobre obras estaduais executadas ou planejadas após o desastre.
O relator Alexandre Knoploch defendeu que a comissão priorize convocações, em vez de convites, para garantir maior agilidade aos depoimentos.
“Acho que devemos pular a etapa do convite e ir direto para a convocação, a fim de acelerar esse processo”, afirmou.
A vice-presidente Sarah Poncio ressaltou a importância de acompanhar a aplicação dos recursos destinados às vítimas e as medidas adotadas pelo poder público.
“Quando falamos de grandes recursos investidos, é extremamente necessário acompanhar essas medidas para garantir que as famílias recebam a assistência necessária e que novas tragédias possam ser prevenidas”, disse.
Por sugestão da parlamentar, a CPI também aprovou o envio de ofícios à Prefeitura de Petrópolis e à Secretaria de Estado de Assistência Social para informar quantas famílias ficaram desabrigadas, quantas já foram reassentadas e quais benefícios continuam sendo concedidos às vítimas. Em etapas posteriores da investigação, a comissão também pretende ouvir representantes das Defesas Civis municipal e estadual e do Corpo de Bombeiros.
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