• Rio de Janeiro, 25/02/2026
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Jackson Vasconcelos

Raul Jungmann, um político honrado.

Foto: Reprodução
Raul Jungmann, um político honrado.

Era Janeiro ou fevereiro de 2002. A data exata pouco importa. Raul Jungmann, Ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, queria ser candidato à Presidência da República e preparou uma proposta de governo.

Ele escolheu o Rio de Janeiro como palco para apresentação à imprensa, do capítulo sobre Segurança Pública e convidou Denise Frossard para assistir a apresentação, em razão da forte personalidade dela e identificação com o tema num território conflagrado.

O encontro aconteceu no Hotel Glória. O Ministro e assessores dele apresentaram o projeto. Denise Frossard opinou e abriu-se espaço para a imprensa questionar, debater.

Veio a primeira pergunta: “ O Presidente Fernando Henrique autorizou a sua candidatura à Presidência?” O Ministro respondeu.

Em seguida, outro repórter: “O senhor não corre o risco de ser cristianizado pelo seu partido e pelo próprio Presidente da República?”

Em seguida, o terceiro: “O senhor está no PMDB. Isso representa um rompimento com o PSDB?”

Nenhuma pergunta sobre o projeto. Nenhuma sobre Segurança Pública, mesmo após Denise Frossard alertar a imprensa para a corajosa e inovadora proposta do ministro de, eleito presidente, assumir as rédeas da Segurança Pública no governo federal, uma atitude que candidato algum assumiria pelo desgaste político do tema.

Jungmann faleceu ontem. Antes ainda tentou uma vez mais ajudar o Rio na luta contra o crime, quando houve a intervenção do governo federal na segurança pública do estado, no tempo do Michel Temer.



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