• Rio de Janeiro, 25/02/2026
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Jackson Vasconcelos

FHC está vivo. A direita também.


FHC está vivo. A direita também. Jackson Vasconcelos é cientista político

Em 1998, no livro O Mundo em Português, diálogo entre Fernando Henrique Cardoso e Mário Soares. FHC afirma:

“…e agora só não temos a direita, que está desaparecendo no Brasil. Ninguém quer assumir a posição de conservador. Nenhum partido no Brasil se assume como conservador.”

Era 1998. Era outro Brasil, outro mundo e outra maneira de um líder político comunicar-se com o povo. 

O PSDB, partido de FHC ocupava o espaço do centro reformista; o PT crescia como força social-democrata de oposição; o liberalismo econômico e o conservadorismo eram adjetivos pejorativos. 

De fato, ser de direita não rendia capital político. Era defensivo, quase constrangedor. 

O eleitor conservador existia, mas não tinha bandeira, narrativa e nem um líder que assumisse o rótulo.

O modelo de falsa representação é a corrupção somoaram-se à revolução digital e à comunicação direta entre o líder da direita e a massa. Tudo mudou. 

A identidade conservadora passou a ser assumida com orgulho — e não como estigma — o jogo mudou.

O que era invisível virou movimento. O que era só sentimento, vergonha e vontade virou voto.

Agora temos partidos assumidamente conservadores (PL e NOVO); movimentos com identidade ideológica clara e um eleitorado mobilizado por valores e não apenas por interesses. 

A direita brasileira não pede mais licença;ela atropela. Constrange a esquerda, deixa o rei nu. 

FHC está vivo. 

Com 94 anos de idade e saudável. Que bom! 

Ele pode testemunhar algo comum na política: uma previsão histórica sendo desafiada pelo tempo.

A lição não é sobre direita ou esquerda e sim sobre o erro da soberba analítica, pois a política é dinâmica e identidades políticas não morrem. Elas esperam o momento certo para dizer”presente!”

Quem trabalha com estratégia e imagem política nunca declara morto um campo ideológico. Ele pode estar apenas sem liderança e quando encontra uma, renasce. 

Eis mais uma lição importante que incorporei ao meu trabalho como mentor em estratégia para os projetos políticos.

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