• Rio de Janeiro, 12/06/2026
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Deputado Estadual Luiz Paulo

Educação: política de Estado, não slogan de campanha

Por Luiz Paulo – Deputado Estadual (PSD-RJ)
Educação: política de Estado, não slogan de campanha

A educação é o mais poderoso instrumento de transformação social. Nenhuma nação alcançou desenvolvimento econômico sustentável, redução das desigualdades ou melhoria consistente da qualidade de vida sem investir de forma permanente na formação de suas crianças e jovens. Por essa razão, a defesa da educação não pode ser uma bandeira levantada apenas em períodos eleitorais. Deve ser um compromisso contínuo dos governantes, dos parlamentares e da sociedade.


Infelizmente, a realidade brasileira ainda está distante desse ideal. Apesar dos elevados volumes de recursos destinados ao setor, os resultados educacionais permanecem aquém do esperado. O quadro torna-se ainda mais preocupante quando analisamos a situação do Estado do Rio de Janeiro.


Levantamentos amplamente divulgados pela imprensa demonstram que o Rio de Janeiro está entre os estados que mais gastam por aluno no país. Entretanto, ocupa posições extremamente desfavoráveis nos indicadores de qualidade da educação. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, a rede estadual fluminense figurou na penúltima colocação nacional tanto nos anos finais do Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio. O contraste entre o elevado investimento realizado e os baixos resultados alcançados evidencia graves problemas de gestão, planejamento, acompanhamento pedagógico e valorização dos profissionais que sustentam diariamente a escola pública.


As contas do Governo Cláudio Castro referentes ao exercício de 2025, recentemente rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, reforçam esse diagnóstico. Os indicadores apresentados confirmam o quadro de deterioração da educação pública fluminense, revelando falhas persistentes na condução das políticas educacionais e na aplicação eficiente dos recursos públicos. Some-se a isso o recorrente episódio de corrupção que marcou a administração estadual, comprometendo investimentos que deveriam estar chegando às salas de aula.


Nenhum sistema educacional alcança excelência sem professores valorizados. No entanto, os educadores fluminenses convivem há anos com salários defasados, condições de trabalho frequentemente inadequadas e falta de reconhecimento profissional. Esses fatores afetam diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.


Tenho orgulho de ter sido o autor da Lei nº 9.436/2021, que garantiu a recomposição salarial dos servidores públicos estaduais. A legislação beneficiou servidores de todos os Poderes. Contudo, no âmbito do Poder Executivo, a implementação integral desse direito permaneceu pendente durante anos. Somente agora, sob a gestão do governador interino, foi apresentada uma proposta para o pagamento da recomposição remuneratória, com uma primeira parcela prevista para agosto e uma segunda em novembro. Trata-se de um avanço importante, embora tardio, para milhares de servidores, entre eles os profissionais da educação.


Valorizar os professores não significa apenas fazer justiça a uma categoria essencial. Significa investir diretamente no futuro do Estado. Cada sala de aula funcionando adequadamente, cada estudante que aprende e cada jovem que conquista oportunidades por meio do conhecimento representam ganhos sociais, econômicos e humanos para toda a população.


Estamos a poucos meses de uma nova eleição. Em breve, a educação voltará a ocupar espaço central nos discursos de campanha. Mas o compromisso verdadeiro não se mede por palavras. Ele se revela nas ações concretas, nos projetos apresentados, nos recursos efetivamente aplicados e nas lutas travadas em defesa da escola pública.


A sociedade fluminense não pode mais aceitar que a educação seja utilizada apenas como peça de marketing eleitoral. É preciso cobrar metas, resultados, planejamento, transparência e valorização dos profissionais da área. É necessário transformar a educação em uma prioridade real, permanente e acima das disputas partidárias.


Sonhar com um Rio de Janeiro mais justo, desenvolvido, competitivo e seguro passa necessariamente pela educação. Esse sonho somente será possível quando a defesa da escola pública deixar de ser uma promessa repetida a cada eleição e se transformar, definitivamente, em uma política de Estado contínua, eficiente e comprometida com resultados. Essa é uma causa que deve unir todos aqueles que acreditam no futuro do Rio de Janeiro e do Brasil.



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