Liberado pela Câmara para virar residencial, terreno do Clube Marapendi, na Barra, atrai interesse de cinco incorporadoras

Cinco grandes incorporadoras do mercado imobiliário disputam a compra do Clube Marapendi, um dos mais tradicionais da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As empresas Cyrela e TGB desenham uma proposta conjunta, enquanto Tegra, Patrimar e Performance correm de forma isolada.
O objetivo dos interessados é transformar a área em um condomínio-clube.
O interesse do setor privado surgiu após uma mudança na legislação urbanística que liberou o terreno do Clube Marapendi para a construção de unidades residenciais. Em novembro do ano passado, a Câmara do Rio aprovou uma emenda que autoriza a construção de prédios na área do clube, sob a condição de preservação de ao menos 20% do terreno para as atividades originais.
Incorporadoras negociam diretamente com famílias donas do Clube Marapendi
As negociações pelo terreno acontecem diretamente com as famílias Magaldi e Veiga de Almeida, que são proprietárias do espaço. Os donos ainda avaliam se fecham a venda total do imóvel ou se optam por uma permuta por futuros apartamentos no local.
Apesar do forte apelo comercial, o negócio enfrenta um impasse envolvendo a necessidade de compra de potencial construtivo. O projeto imobiliário no Clube Marapendi só atinge a viabilidade financeira caso haja a garantia de ampliação do tamanho da obra por meio desse mecanismo urbanístico — o que pode gerar um conflito de interesses na venda do terreno.
Fundado em 1964, o Clube Marapendi ocupa um terreno histórico de 170 mil metros quadrados na Avenida das Américas.
Com informações do portal “Metro Quadrado”.
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