• Rio de Janeiro, 25/02/2026
  • A +
  • A -

Aurílio Nascimento

Cleptocracia, o governo de ladrões.


Cleptocracia, o governo de ladrões. Aurilio Nascimento é policial civil

De todas as formas de governo, a democracia é a menos pior. Esta frase foi dita por Winston Churchill, primeiro ministro da Inglaterra. Tinha ele toda razão. As formas de governar um povo eram tirânicas, estabelecidas pela força, quando em 510 A.C, em Atenas, um político chamado Clístenes, conhecido como o pai da democracia, propôs a ideia de que um governo deveria ser exercido pela vontade do povo.  O povo vota em seus representantes em acordo com suas ideias, e os eleitos as executam. 

Foi assim que o ocidente se desenvolveu, aceitando que um governo deve se basear na vontade popular, diferentemente de teocracias, realeza, e força militar. Havia, porém, uma brecha na democracia, que iria descambar em governos, pela oportunidade fácil de enganar o povo, em governos de ladrões, a cleptocracia. 

Grupos de criminosos, prometendo o paraíso para o povo, enganando com promessas pífias, que jamais vão cumprir, acreditando na ignorância, ganham eleições, e uma vez aboletados no poder, dedicam-se a roubar, saquear o país sem dó nem piedade, e sempre com desculpas que se não cumpriram suas promessas, a culpa é dos opositores, porém, se o povo continuar os apoiando eles vão se esforçar para resolverem tudo. Assim, ficam 20 anos no poder, sem nenhuma vergonha na cara, vivendo como reis, dando desculpas esfarrapadas quando seus roubos são descobertos, vão além, sendo detentores do poder, mandam prender quem os acusa, assassinam, torturam.

O pior é que uma grande parcela do povo, os defendem, relativizam. Pergunte a um feroz defensor do atual governo se há envolvimento em roubos, em desvios. Ele sem nenhuma noção dirá: mas outros governos também roubaram. Estas pessoas são os prisioneiros da alegoria A caverna de Platão, onde o grande filosofo para ilustrar e demostrar como a ignorância reduz o ser humano a um nada, cria a seguinte história: Várias pessoas nascem em uma caverna e ali são acorrentadas. Todas estão viradas para a parede da caverna, e só enxergam as sombras projetadas na parede, pela luz de uma fogueira na entrada da caverna. As sombras são disformes, monstruosas, aquilo para eles é a realidade, O mundo lá fora é habitado por monstros. Um dia um dos habitantes liberta-se das correntes, escapa da caverna, e descobre a realidade. Tudo o que dentro da caverna imaginava era falso. Ao voltar para a caverna e avisar as demais que estavam enganados, é morto. A ignorância, venceu, prefiro viver dentro de uma caverna, enganado, do que correr o risco de enxergar a verdade. 

Em um governo cleptocrata, ou seja, um governo de ladrões, prefiro continuar acreditando nos que estão no poder, uma hora algo eles nos entregaram, um auxílio, uma bolsa gás, outra bolsa de não sei o quê.  

Maldita a ignorância que relativiza um governo de ladrões, por uma ração de comida, malditos os que receberam do Divino, um cérebro para pensar, para criar, para questionar, para se tornarem dignos da criação, e os jogam de lado, recusando-se a usar. A democracia perfeita que imagino, idiotas, analfabetos, os que não conseguem raciocinar, jamais teriam direito a voto. 




COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.