Aurílio Nascimento
Traição: o móvel da tragédia de Itumbiara.
Aurilio Nascimento é policial civilTodo o país entrou em choque com a tragédia que ocorreu no município de Itumbiara, em Goiás. Ao descobrir que estava sendo traído pela mulher, Thales Machado, 40 anos, casado há quinze anos, dois filhos de oito e doze anos, com a vida estabelecida, era secretário da prefeitura, planejou uma vingança contra a mulher de forma hedionda: matar os dois filhos e em seguida cometer suicídio. E assim fez.
De acordo com a psicologia, são duas as piores dores que um ser humano pode sentir, a dor da morte, e a dor da traição. A dor da morte leva ao luto, cada pessoa reage de uma forma diferente. Para algumas o luto se arrasta por mais tempo, para outras a aceitação é mais fácil. Ninguém sai cometendo atrocidades pela dor da morte, mas por traição sim.
E por que a traição cega, é explosiva, desencadeai-a os mais perversos instintos humanos? Porque foi provocada por alguém de confiança, alguém que se imaginava jamais seria capaz de ter aquela atitude.
A traição é inerente ao ser humano, desde a mais famosa, a de Cristo por Judas, até a do imperador Júlio Cesar, que ao ser cercado por seus inimigos nos corredores do senado romano, foi atacado e apunhalado pelas costas. Ao olhar para trás viu que um dos que cravavam punhais era seu protegido e amigo, Marco Brutus, exclamando a famosa frase: até tu Brutus.
Na tragédia de Itumbiara, os únicos inocentes foram as duas crianças, O autor da tragédia como sua são os culpados, um porque não conseguiu solucionar o problema, a mulher em sua busca insana e desenfreada por dopamina, o hormônio do prazer, sem medir as consequências de sua decisão, vilipendiado seu lar, sua família, sua honra.
Tragédias motivadas por traição são recorrentes, principalmente quando a traição é da mulher. Mesmo assim, isto não leva a uma reflexão, que é melhor, antes de trair, antes de sair por aí abrindo as pernas para estranhos, separar.



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