Aurílio Nascimento
Aprenda a falar ou será multado.
Aurílio Nascimento é policial civilTornou-se público uma das ações judiciais mais bizarra de que se tem conhecimento. O MPF/MG, ajuizou uma ação civil pública contra a Rede Globo, com pedido de R$ 10 milhões de indenização, alegando que seus jornalistas, repórteres e comentaristas, pronunciam incorretamente, de acordo com as normas da nossa língua, a palavra RECORDE. A justificava do MPF/MG é uma pequena aula de português. A palavra RECORDE é paroxítona com tonicidade na sílaba COR, sem acento gráfico, e não proparoxítona com tonicidade na sílaba RÉ, também sem acento gráfico. A palavra RECORDE tem origem na palavra de língua inglesa RECORD, que significa desempenho excepcional principalmente nos esportes.
Mesmo diante da situação a qual se encontra o país, corrupção desenfreada, criminalidade, feminicidio, pedofilia, tráfico de drogas, organizações terroristas, a preocupação do MPF/MG com a correta fala é válida, porém deveria rever suas prioridades.
O que fico a perguntar é se o MPF/MG vai combater o uso do famigerado termo em inglês, FAKE NEWS. O termo criado pela esquerda, assemelha-se a uma nova língua, assim como no romance 1984, de George Orwell, onde um poder ditatorial muda a língua, condensando as palavras e os substantivos com objetivo de evitar que as pessoas raciocinem, exemplo: na nova língua, tudo que possuem uma tela, computador, celular, tv, perdem sua classificação, e tornam-se “tela-tela”. Termo FAKE NEWS não existe na língua portuguesa, o correto seria boato.
Será que o MPF/MG vai processar a Janja pelas atrocidades linguísticas que comete todos os dias, como a criação da palavra “faraona”, para feminino de faraó, palavra que não possuem correspondente feminino? Referindo-se as atrizes como “atoras”, “abrido” em vez de aberto? E Dona Dilma saudando a “mulher sapiens”, será processada também?
E o que dizer do assassino-mor da nossa língua, Lula. “É preciso menas...”, “nós vai..”, além da total incapacidade de usar o plural.
Outra dúvida que tenho é se a jornalista Andreia Sadirecebera uma multa à parte. Todas s vezes que a jornalista fala sobre o 8 de janeiro, começa com: “Porrrrrque os atos golpistas ”. Não é um erro de linguagem, trata-se de sotaque irritante. Para repetir com o mesmo som o que a jornalista fala, deve-se dobrar língua junto ao céu da boca, e vibrar como uma corda de violão. É sotaque regional e não se deve questionar, exceto se o MPF achar que deve ser diferente.



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