• Rio de Janeiro, 25/02/2026
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Aurílio Nascimento

Por que as pessoas ostentam?


Por que as pessoas ostentam? Aurilio Nascimento é policial civil

A quebra do sigilo do cartão do dono banco Master, Daniel Vorcaro, assustou os investigadores. Gastos mensais de mais de dois milhões por mês. Compras de itens nas lojas de grife mais caras do planeta. Qual o sentido, o motivo que leva uma pessoa a colocar em seu pulso um relógio, cujo valor ultrapassa mais de quinhentos mil reais? Este objeto vai marcar as horas diferentemente de outro que custa duzentos reais? Não! 

O homem mais rico do planeta, Elon Musk, detentor de uma fortuna de oitocentos milhões de dólares, o equivalente a R$ 4,29 trilhões de reais, jamais apareceu em público ou em redes sociais portando um item de grife, caríssimo. Seus pares que ocupam a lista das dez maiores fortunas do mundo, também não. 

Quando analisamos as pessoas que ostentam descobre-se duas coisas: a primeira é que sua fortuna tem origem duvidosa; a segunda é que se trata de pessoas inseguras, com baixa autoestima, buscam desesperadamente aceitação e validação social. Qual o sentido em se comprar um carro que vale milhões e colocar em sua sala? 

O sujeito que ficou conhecido como o “Rei das quentinhas”, que liderou um grande escândalo de corrupção na venda de comida para o sistema prisional, importou palmeiras para o jardim de sua mansão, e nos banheiros colocou vasos banhados a ouro? Qual é a diferença entre usar um banheiro normal e um cujo vaso é banhado a ouro? Com ou sem diarreia o resultado será o mesmo. 

Vorcaro pagou trezentos mil reais para um cozinheiro que se apresenta como especialista em eventos VIP. Mas o dinheiro parece que não era produto do seu trabalho, se fosse daria valor. 

A ostentação é falta de autoconfiança, de identidade, e é incentivada por um marketing esperto que cria a ideia que usar aquela marca, mostra sucesso, abre caminho. Surgem então as falsificações, as quais são consumidas avidamente pelos pobres. O jovem morador de uma comunidade, compra um tênis falso, e sai pelas ruas e sai caminhado colocando os pés no alto, para mostrar sua conquista, mesmo falsa. 

As redes sociais alavancaram este comportamento. Quem não lembra do filho do ministro “missão dada, missão cumprida” sendo entrevistado explicado cada item que estava usando, desde o tênis, o casaco, a pulseira, em êxtase, tudo somado passava de um milhão de reais? 




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