• Rio de Janeiro, 25/02/2026
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Deputado Estadual Luiz Paulo

Quando a Violência Alcança a Todos


Quando a Violência Alcança a Todos Deputado Estadual Luiz Paulo - PSD

Por Luiz Paulo – Deputado Estadual (PSD)

Na última sexta-feira, dia 16 de janeiro, por volta das 7h15´, na Avenida Franscisco Bicalho nas imediações do Viaduto do Gasômetro, fomos vítimas da violência que atinge diariamente milhares de cidadãos no Rio de Janeiro. Um assalto cinematográfico pela ousadia onde os bandidos em dois carros fizeram a abordagem ao nosso veículo armados com fuzil e pistolas e travestidos de policiais para que os que observavam imaginassem que era a polícia civil prendendo meliantes, que poderia ter terminado de forma ainda mais grave. Não relato o episódio por condição pessoal ou pelo cargo que ocupo, mas porque ele escancara uma verdade incômoda: no Rio de Janeiro, ninguém está seguro. Registre-se que no aludido episódio houve eficiência da Policia Civil que recuperou o veículo em 12 horas.

A criminalidade não distingue classe social, profissão ou função pública, apesar de ser mais intensa nas áreas mais pobres e menos assistidas de políticas públicas. Ela avança onde encontra um Estado desarticulado, fragmentado e preso ao improviso. O que aconteceu comigo acontece todos os dias com trabalhadores, idosos, mulheres, jovens, crianças e famílias inteiras que saem de casa sem a certeza de voltar em segurança.

Há anos venho alertando que segurança pública não se faz com soluções rápidas, operações espetaculosas ou discursos duros. O crime é organizado, estruturado e integrado e o Estado, infelizmente, ainda não. Enquanto facções atuam com hierarquia, financiamento e estratégia, o poder público (União, Estados e Municípios) segue dividido, sem coordenação e sem metas claras.

Defendo, de forma permanente, que o enfrentamento ao crime exige uma integração real com cooperação efetiva entre os entes federativos, as polícias, os Ministérios Públicos, o Judiciário e os sistemas prisionais, sem essa articulação, qualquer operação começa sem planejamento global e termina sem resultados duradouros.

O Rio de Janeiro já cansou do improviso. Já cansou de operações sem começo, meio e fim que vem produzindo há décadas. Já cansou de anúncios que não se traduzem em segurança nas ruas. O que falta não é discurso, é política de Estado, com planejamento, continuidade administrativa, transparência, investigação e perseguir o dinheiro (vide caso Master) para desestruturar as facções e, também, não permitir que os presídios sejam escritórios do crime.

O episódio que vivi apenas reforça aquilo que sempre disse: a insegurança não é um problema individual, é institucional. Quando o Estado falha em proteger o cidadão comum, falha também em proteger suas próprias instituições.

Segurança pública precisa deixar de ser instrumento de disputa política e passar a ser tratada com responsabilidade, dados, integração e metas públicas. É isso que a população espera. É isso que o Rio precisa.

Continuarei defendendo, com ainda mais convicção, que governos passam, mas as instituições ficam. E proteger as instituições é proteger a democracia, a República e, sobretudo, o cidadão.




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