Deputado Estadual Luiz Paulo
Cultura como política pública e afirmação da nossa identidade
Deputado Estadual Luiz Paulo - PSDPor Luiz Paulo – Deputado Estadual ( PSD )
A cultura não é acessório da vida pública. Ela é instrumento de identidade, memória, reflexão crítica e desenvolvimento econômico. Ao longo dos meus mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sempre tratei a política cultural como uma área estratégica, que merece planejamento, financiamento transparente e respeito à diversidade de expressões que formam o nosso povo.
Defender a cultura é também defender o nosso patrimônio histórico e simbólico. Na Alerj, tenho atuado de forma permanente na luta pela preservação de bens culturais que representam a alma do Rio de Janeiro, como o Teatro Municipal, uma das mais importantes instituições culturais do país. Proteger o Teatro Municipal é garantir que gerações futuras tenham acesso à ópera, à música, ao balé e às artes cênicas, preservando não apenas um prédio histórico, mas um espaço vivo de formação, criação e democratização da cultura.
Essa defesa se estende a outros equipamentos culturais, museus, bibliotecas e centros de memória espalhados pelo estado, bem como à valorização dos profissionais que mantêm essas instituições funcionando. Preservar o patrimônio cultural exige investimento contínuo, gestão responsável e fiscalização rigorosa, para que recursos públicos cumpram sua finalidade e não sejam tratados como gasto supérfluo.
Às vésperas do Carnaval, a maior festa popular do país, essa responsabilidade se torna ainda mais evidente. Blocos de rua, escolas de samba, mestres, ritmistas, passistas e trabalhadores da cultura movimentam a economia, ocupam o espaço público e mantêm viva uma tradição que é patrimônio imaterial do Brasil. Cabe ao poder público garantir apoio, organização e respeito a quem faz do Carnaval uma expressão legítima da nossa identidade cultural.
O cinema brasileiro é outro exemplo da força transformadora da cultura. Filmes recentes como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto demonstram como a produção nacional é capaz de unir qualidade artística, impacto social e reconhecimento internacional. São obras que provocam reflexão, resgatam memórias, enfrentam silêncios históricos e reafirmam o valor da liberdade de expressão.
Na Alerj, meu trabalho tem sido o de fortalecer o ambiente institucional que permite que produções como essas existam. Isso passa pela defesa de políticas públicas estáveis para o audiovisual, pelo acompanhamento dos mecanismos de fomento, pelos incentivos à produção cultural e pela compreensão de que investir em cultura gera empregos diretos e indiretos, retorno social, econômico e simbólico.
Em tempos de intolerância e de tentativas de desqualificar a arte, reafirmo uma convicção: sem cultura não há cidadania plena. E sem a preservação do nosso patrimônio cultural, não há identidade nem futuro possível. O Rio de Janeiro, com sua potência criativa e sua história, precisa e merece uma política cultural à altura de sua grandeza.



COMENTÁRIOS